O último adeus

A imprevisibilidade da morte é a única coisa que verdadeiramente me assusta. A morte tem todo um poder, que nos faz perceber, o quão pequenos somos, neste jogo. Num segundo, tudo muda e nada voltará a ser como era dantes. Num segundo temos um melhor amigo, um pai, uma avó e no segundo seguinte, temos apenas a dureza do fim e o sabor do vazio. A dureza de sabermos, que nunca mais, vamos ver essas pessoas, nunca mais vamos falar com elas. Quão dolorosa pode ser essa realidade? E se, não lhes dissemos o quanto as amávamos, ou pior, se nos despedimos sem saber, dizendo-lhes algo, que não era verdade? Se tudo acabou e a ultima recordação que ficou, foi uma discussão ou uma zanga? Como é que se vive com essa culpa, como é que se vive, sabendo que nada mais pode ser feito? Por isso, desculpem-me se não consigo ver a morte, como parte da vida, ou como a única coisa que temos como certa. Só consigo vê-la, como algo, tantas vezes injusto, tantas vezes egoísta. Tantas vezes bárbaro.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: