Monthly Archives: Novembro 2012

Novas tecnologias

O fenómeno das redes sociais ganhou uma dimensão digna de alarme. As pessoas perderam a noção do ridículo e decidiram expor as suas vidas, na íntegra ao mundo inteiro. Privacidade é algo que não existe nos dias de hoje. Se for do nosso interesse, podemos saber até ao mais ínfimo pormenor o dia-a-dia de uma pessoa. Com quem se relaciona, os sítios que frequenta, os seus gostos, as suas inquietações e tudo o que a vossa maginação consiga alcançar. Muitas conclusões podem ser tiradas sobre este assunto. Por um lado, as pessoas sentem-se sozinhas, por outro, sentem necessidade de se mostrar, de se exibir, mas acima de tudo, as pessoas deixaram de saber comunicar. As novas tecnologias acabaram com a comunicação no verdadeiro sentido da palavra. Criaram barreiras entras as pessoas, quando na maioria dos casos foram criadas com a intenção contrária. A minha avó namorava de janela e trocava cartas e fala desses tempos com a maior ternura. Não sabe o que é a internet, nem o ‘facebook’ e não esta sequer interessada em saber. O que ela sabe é que no tempo dela as pessoas falavam cara a cara e que para ela é a única maneira de se falar. Eu não sou anti nada disto, calma lá. Mas vou tentando lembrar-me que as pessoas já foram felizes e não tinham nada disto, nem precisavam de nada disto. Hoje uma sms ou o próprio ‘facebook’ podem acabar com um relacionamento, que sentido é que isto tem? Talvez tenha chegado o momento de pensarmos no que devemos aproveitar destes tempos modernos e do que eles nos trouxeram.

Fado

Para mim, Fado significa Amália. Não quero de forma nenhuma, menosprezar todos os outros excelentes fadistas deste país. Mas isto é um amor antigo, muito meu. Quando fecho os olhos e deixo entrar aquela voz , sou automaticamente transportada no tempo. Sinto a inquietude e a agitação de tempos que não vivi. Sinto aquela dor, aquela revolta. A vida da Amália é para mim um fascínio, uma história cheia de histórias e uma lição. Falamos de alguém que teve tudo, viveu tudo. Alguém que sentiu a admiração do Mundo, alguém que foi aplaudida por todos e acima de tudo, alguém que conseguiu tocar todos com a sua voz, com a sua presença. Mas alguém que apesar de tudo isto, era triste. Alguém que nunca percebeu bem quem era e que acabou por ser quem todos queriam que fosse. Nunca ninguém saberá cantar a dor daquela forma, despertar sentimentos, até então desconhecidos nas pessoas. Cada vez que a ouço, cada vez que me deixo embalar no seu fado, sinto orgulho em nós, orgulho neste país, que apesar de tudo é maravilhoso. E por essa mesma razão, revolta-me que não lhe seja dado o devido valor e que existam portugueses que o ignoram, que nunca perderam um minuto, a ouvi-lo e a aprecia-lo. O ano passado tornou-se Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, quantos sabiam disto? O fado é feliz sendo triste e isso dá-lhe uma beleza indefinível. Sempre que o ouço, sinto coisas novas. Dou por mim a chorar, mas de coração cheio e com a alma perdida. A definição de Fado diz, ‘Força superior que se crê controlar todos os acontecimentos’ e com esta me despeço.

‘Zé Piças’

Não sei se rir é o melhor remédio, mas é sem dúvida uma excelente terapia. Ontem ao fim da tarde, recebo um convite para ir assistir ao espetáculo do Salvador Martinha. Não conhecia muito bem o trabalho dele, mas o pouco que tinha visto era suficiente para me fazer aceitar a proposta. O Teatro Gil Vicente estava cheio e o ambiente era entusiasta. Acredito que um bom espetáculo, não é o mesmo se o público não estiver na temperatura certa. Mas ontem não faltou um único ingrediente. O Salvador fez-nos chorar a rir do início ao fim e nós respondemos com esplendorosas gargalhadas e muita cumplicidade. Contou-nos um episódio hilariante, de quando conheceu o ‘Zé Piças’. Estava ele a tomar tranquilamente, o seu pequeno-almoço quando entra o dito cujo, extremamente alcoolizado. A peculiar figura pediu um bolo apontando para a montra, mas quando a empregada perguntava se era aquele, ele dizia sempre que não. Conclusão da história, o bolo a que ele se referia, era nada mais nada menos, que o seu próprio pénis que coladinho á montra. Isto gerou uma gargalhada geral que se prolongou infinitamente. Quando consegui finalmente parar de me rir, senti uma terrível preocupação. Eu tenho alguns amigos, que poderiam muito bem ser ‘primos’ do Zé Piças e isso deixou-me alarmada. Mas pronto, piadas á parte, foi uma noite mais do que bem passada. Os meus sinceros parabéns ao Salvador e que continue o trabalho de excelência que está a fazer, em mim ganhou mais uma fã! No fim de um dia de trabalho, é revigorante soltar uma boa gargalhada e faz bem á alma.

Um pequeno tesouro

Passou uma semana, mas continuo a digerir tudo o que vivi naquela maravilhosa tarde. Este encontro tão feliz, esta intrigante partida do destino, fez-me passar todos estes dias a pensar no conceito de ‘família’. O significado desta tão poderosa palavra, que já mudou um sem fim de vezes na minha cabeça. Já foi triste, magoado, desiludido e cheio de revolta. Depois estagnou e foi simplesmente tranquilo e conformado. Hoje em dia é amplo, cheio de vida e vazio dos clichés que lhe são habitualmente associados. A família perfeita não existe. Nas sábais palavras de Tolstói ‘Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes são cada uma à sua maneira.’ Temos de perceber que o mundo mudou em todos os sentidos e nós mudamos com ele. Eu vivi quinze anos a acreditar, que a minha família era como um forte, impenetrável, que tudo ficaria assim para sempre. Um dia as coisas mudaram e por mais que este tipo de mudanças custe, a vida tem de continuar. Pelo que tenho vindo a perceber, está na moda sermos uns meninos traumatizados e aproveitarmo-nos disso para vivermos em constante lamento. Desculpem mas não tenho feitio para seguir a tendência. Aprendi que faz todo o sentido, tentarmos ver sempre o lado positivo das coisas, obviamente, depois de termos sarado as feridas e de estarmos bem connosco próprios. Com todas estas confusões familiares, aconteceu algo absolutamente maravilhoso e que me inspirou para escrever hoje estas palavras. Um dia acordei e tinha ganho uma irmã. Nesta história não existem laços de sangue, mas é também a prova, de que ‘família’ ganhou uma dimensão tão diferente para mim e tão especial. Ter ganho uma irmã, foi o melhor presente que o destino me podia ter reservado. Aquela pequenina figura que fui vendo crescer, tem de mim um tipo de amor que cresce sempre que olho para ela. Que cresce sempre que ela me vê e que corre de braços abertos para mim. Que cresce sempre que me despeço dela e sinto o meu coração encolher. E é por tudo isto, que aceito tão bem o rumo que a vida foi tomando. Dentro de minutos ela vai chegar e a felicidade que isso me dá, faz com que tudo o que um dia passei, para hoje estar, aqui, valha a pena.

Basta

É difícil falar de violência doméstica. Um dia disse que nunca me sujeitaria a uma situação dessas. Um dia disse que não podia compreender, quem continuava com alguém depois de algo deste género acontecer. É tremendamente fácil falar quando sabemos toda a teoria, mas felizmente, nunca vivemos a prática. Mas houve também um dia em que parei para escutar alguém que encarou esta realidade. Deixei para trás todas as minhas ideias pré-concebidas sobre o assunto e limitei-me a ouvir para depois disso, poder com alguma clarividência, ponderar. Por estranho que pareça, não cheguei a uma conclusão nova, mas reforcei uma ideia antiga. O amor é estranho, irracional, complicado e único. Ninguém vive um amor igual e cada um de nós vive uma experiência que não pode ser comparável. Quando amamos de forma desmedida, podemos esquecer-nos de nós próprios e acredito que seja isso que acontece na maioria destes casos. São como ‘amores doentes’, que por mais que queiramos acreditar que nos poderão fazer bem, vão-nos magoando lentamente, mas tantas vezes, brutalmente. Quem vive este tipo de sentimento, vai empurrando-se para baixo todos os dias e começa mesmo a acreditar que merece o que está a acontecer. Correm pensamentos como ‘não sou suficientemente boa’, ‘não me esforço o suficiente’, ‘se calhar mereço mesmo isto’. Depois chegam os arrependimentos do agressor, que são como pequenas migalhas a que se vão agarrando para acordar no dia seguinte. Não devemos julgar por julgar, o nosso papel nestes casos deve ser outro. Devemos estar de olhos abertos para os sinais, porque muitas vezes temos situações destas a acontecer ao nosso lado. Acima de tudo devemos apoiar e ajudar a mostrar que basta. Ajudar a que percebam que ninguém merece viver assim, que não podem ser atos justificados. Dia 25 de Novembro é o Dia Internacional contra a violência doméstica e existem duas coisas em que devemos aproveitar para refletir nesta data. Por um lado na quantidade absurda de mulheres e homens, que vivem ainda hoje aterrorizados este pesadelo, mas por outro lado, na força e coragem de quem conseguiu refazer a sua vida e desprender-se da dor do passado. Mulheres e homens que admiro. Pessoas que não deixaram que o facto de terem passado por situações destas, os define-se, muito pelo contrário. E dedico estas palavras a uma pessoa em especial, uma força da natureza e que tem uma força interior muito maior do que pensa. Alguém que pelo seu passado, merece todo o meu respeito e a minha amizade. Acima de tudo, a uma grande Amiga.

Conversas de autocarro

Que me conhece sabe que tenho uma dificuldade tremenda em acordar. A única maneira de me levantar da cama, é meter o despertador para perto da hora a que tenho aula, senão o fizesse, acabaria por ceder sempre á terrível pressão da minha cama. Claro que este truque, traz com ele uma enorme desvantagem. A pressa de acordar e sair de casa, faz como que faça tudo em piloto automático. Graças a isso, á sempre qualquer coisa que fica para trás, um bocadinho de pasta de dentes na camisola, o cabelo despenteado e peripécias dignas de filme de comédia, tais como eu conseguir avariar um autocarro, mas essa história fica para outro dia. Mas o meu acordar não é só difícil, pela pressão do quentinho dos lençóis. Sofro de um acordar triste, desmotivado e sempre de mão dada, com um mau humor, do qual devem fugir. Hoje foi mais um desses dias. O despertador tocou às oito e eu só pensei ‘Porquê meu Deus? Estou aqui tão bem! Ninguém merece.’ Entrei no autocarro a rogar pragas a ninguém em especial e a todos no geral. Fazemos a primeira paragem e entra uma velhota, com o ar mais amoroso de sempre e que olhando para mim, sorri e pede para se sentar. Durante os vinte minutos da viagem, contou-me tudo sobre as suas netas e o tempo passou a correr. Quando se despediu disse ‘Tenha um bom dia minha linda!’ e como por magia, a Marta que entrou naquele autocarro, não era a mesma que dele saía. Aquelas palavras, ditas de forma tão carinhosa aqueceram-me o coração e deram-me força para vencer o dia. Foi só mais um aprova, como precisamos de tão pouco, para sermos mais felizes.

Laços de sangue

Um Sábado á tarde como outro qualquer, quando recebo a chamada mais inesperada de sempre. Família do Brasil, que estava cá e andava com um pequenino papel com o nome da minha avó e a sua antiga morada, á nossa procura. Um mísero papel, que há muitos anos a minha avó enviou em carta para a sua irmã, tinha trazido até nós, uma das suas filhas e a sua família. Um misero papel, que proporcionou, um momento único, difícil ainda de digerir, quanto mais de explicar. Ao desligar o telefone, já havia toda uma agitação no ar e os meus olhos e os da minha mãe, já brilhavam. Começou toda uma correria, que só parou ao chegarmos á pequena farmácia, com o coração a sair-nos pela boca. Esperava-nos um casal e as suas duas filhas. A sobrinha da minha avó e prima direita da minha mãe. Não nos conhecíamos, nunca nos tínhamos visto e de repente estávamos todos abraçados. É estranho, mas era como se estivéssemos com saudades, o que não faz o mínimo sentido, mas estas coisas são assim, não se regem pela lógica. Mas a verdadeira surpresa, estava ainda para acontecer, irmos até casa da minha avó. Queríamos fazer-lhe surpresa, mas o seu coraçãozinho, já nos deu dois grandes sustos e tivemos que lhe dar um lamiré da situação, para que se pudesse preparar minimamente. Ligamos-lhe e dissemos-lhe apenas que ela ia receber a visita de pessoas que nunca viu, mas que sabíamos queria muito conhecer. Subimos a escada numa correria e o que se passou a seguir, foi digno de um filme. A Dona Alice demorou alguns momentos a perceber realmente o que se estava a passar, mas quando a sua sobrinha Fátima, a abraça e a chama de tia, o tempo parou. Nesse momento não estávamos entre estranhos, nesse momento eramos uma família. As lágrimas percorriam os olhos de cada um de nós e ver aquele abraço e as palavras que se trocaram entre aquelas duas pessoas, foi algo que para sempre vai ficar marcado na minha memória. Foi uma tarde maravilhosa, passada entre gargalhadas e choros sentidos, mas de profunda alegria e emoção. Contaram-se histórias que o tempo não apagou, reviram-se fotografias gastas pelo tempo, mas queridas pela saudade e tiraram-se outras para sempre lembrar, o que vivemos ali. Doeu-me esta despedida e senti a necessidade de apertar aquelas pessoas e dizer o quão bom foi conhece-las, o quão bom foi presenciar este encontro. Se a viagem ao Brasil, desde sempre me fez querer voltar, agora é uma certeza que São Paulo está marcado já nos planos. Hoje descobri sentimentos, que até então me eram totalmente desconhecidos. Percebi que os laços de sangue, tem uma força que não se pode controlar, que se ri da distância e que tem um sabor doce demais.

De olhos fechados

O que poderia ter sido uma tarde de estudo como outra qualquer, não o foi. Depois de muitas páginas sobre linguagem, línguas e comunicação, li algo que me chocou profundamente. O estudo que até então, estava a correr com bastante produtividade, estagnou nesse momento. A imagem que se criou na minha cabeça e toda a ideia subjacente a esse pensamento, obrigou-me a refletir sobre algo que nunca me tinha passado pela cabeça. É estranha a quantidade coisas, que nos parecem óbvias, mas que de facto, nunca pensamos efetivamente nelas. Ou pelo menos, nunca pensamos com o cuidado necessário, para que pudéssemos ter a sua perceção real. O artigo falava sobre língua gestual e a certa altura, o autor nomeava o facto de não poder ser usada no escuro. Não sei qual será a vossa reação a ler isto, mas a minha foi de verdadeiro choque. Nunca na minha vida, por poucos segundos que fossem, tinha pensado nisto. Nessa mesma noite quando me fui deitar, o meu cérebro quis obviamente fazer esse exercício. Pensei na quantidade de conversas, que temos durante toda a nossa vida debaixo dos lençóis, no escuro. E quantas dessas conversas, não foram já tremendamente importantes para nós. Pensei durante dias sobre isto. Cada momento no escuro obrigava-me constantemente a refletir sobre aquela maldita frase. Até que finalmente cheguei a uma conclusão e pude descansar a cabeça. O tato tem um poder inimaginável. Para estas mesmas pessoas, esse poder é revelador e é o portador de todos os seus sentimentos. Por isso mesmo, tenho a certeza que para eles, também nada ficará por dizer. Nem mesmo de luzes apagadas.

Estou de luto por esta luta

Outro grave problema do típico tuga: sabemos a teoria toda, mas na prática, fazemos exatamente o oposto. Estamos indignados, revoltados e no fim de contas, desesperados. O próximo ano, é como uma nuvem negra, que paira sobre a cabeça dos portugueses. Este foi difícil, mas com grandes sacrifícios, fomos controlando a situação. Com os ordenados a serem guilhotinados, e os impostos a subirem em flecha, que perspetivas, podemos ter de futuro? Esta é a passagem de ano, em que ninguém quererá acordar no dia seguinte, esta é a passagem de ano, em que vamos sonhar, com o poder de parar o tempo. Vive-se um clima de agitação, mas acima de tudo, de medo. Mas quando chega a dita hora, o momento de reivindicarmos, o momento de lutarmos por um amanhã melhor, fazemos tudo ao contrário. Trocamos as palavras de ordem e apostamos em agressividade, apostamos em confusão, apostamos em destabilizar. Era mesmo preciso, tudo isso? É essa a melhor forma de nos fazermos ouvir? Será a destruir, que podemos ambicionar a construção de um futuro melhor? Objetos incendiados, calçada arrancada, pedras contra os polícias, é esta a vossa luta? Se é assim que querem protestar ou mudar alguma coisa, não contem comigo. A vossa razão perde-se nestes atos impensados e negligentes. Quero um país que saiba, que não há melhor arma, que as nossas palavras. É ao lado de quem viva essa certeza, que eu quero lutar.

Cozinheiras de mão cheia

Comer é um dos maiores prazeres que há no mundo. Infelizmente é um bem, dolorosamente, mal distribuído. Mas este tema é-me tão querido, que vou fugir a analogias, que tanto me entristecem. Saber combinar sabores e especiarias, é considerado por mim, uma arte. A forma como a comida se desfaz na boca, a forma como o nosso paladar nos permite deslindar, diferentes sabores, é algo mágico. Tive a sorte de conhecer alguém, que me fez dar um valor, totalmente diferente, a isto mesmo. Alguém que tem o dom da cozinha. Cozinhar bem, é relativamente fácil. Mas não é disso que aqui falo, é algo muito superior. Falo-vos de alguém, para quem a arte da cozinha, não tem segredos. Os seus pratos, são como doses de carinho que nos reconfortam e nos dizem que vai ficar tudo bem. Partilhar uma refeição deste calibre, é quase como um ritual. Trocam-se olhares de satisfação, elogios e agradecimentos, a esta pequena dádiva. Já dei por mim, a gostar tanto de um certo prato, que por minha vontade, o comeria a todas as refeições do dia, pode parecer exagerado, mas não é. Quando a comida é tao deliciosamente concebida, não tem cheiro, tem perfume. O nosso olfato fica de imediato, intrigado e atraído, por tão especial fragrância. A nossa gastronomia, é um dos nossos maiores tesouros e não consegue, deixar ninguém indiferente. Quem a experimenta pela primeira vez, fica de imediato, cativado. A próxima vez que se sentarem á mesa, pensem nisto. Esqueçam os problemas do dia-a-dia e as habituais correrias e dediquem-se a apreciar, cuidadosamente o que metem á boca. Bom apetite.