A bola

Se existe quem perceba a febre do futebol, somos nós. Não me incluo propriamente no grupo, salvo algumas exceções em que me deixo arrastar na onda. Mas alguns anos de observação permitem absorver algumas conclusões. Quem vive á margem deste fenómeno e não conhece os meandros da sua dimensão, na curiosidade de os descobrir, basta dirigir-se a um típico café de bairro em dia de ‘bola’. Logo na entrada começam a sentir-se os efeitos. Assobios, gritos, salvas de palmas, resmungos e o peculiar som do encontro entre dois copos. O verdadeiro tuga sabe de cor o alinhamento deste tipo de exibição. Aqui a asneira tem lugar cativo e ninguém a leva a mal. Inventam-se hinos e assumem-se palavras de ordem. Se pensarmos na chata da crise, torna-se difícil entender o valor da faturação dos cafés nestes dias. A quantidade de cerveja que se vende, antes, durante e depois do jogo, pode ser perturbadora. Mas a realidade é que o futebol, faz parte das pessoas, desperta emoções e isso não é obrigatoriamente mau. Promove o convívio e cria momentos de descontração. Para alguém que passa o dia a trabalhar, tantas vezes não fazendo o que realmente gosta, tantas vezes com um chefe insuportável ou mesmo com colegas de trabalho que despreza, este momento ao final do dia pode surgir em forma de recompensa. Um momento sem grandes regras ou formalidades e em que se valoriza o espirito de equipa. Portanto se é para animar a malta, vamos lá iniciar a partida. 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: