A vida dos outros

É fácil confundir a nossa própria consciência com a consciência que os outros têm de nós. Está como que entranhado nos nossos genes, essa constante preocupação com a interpretação que os outros farão dos nossos atos. A própria consciência desse fato faz com que se tomem dois caminhos distintos. Num deles decidimos anular os nossos impulsos e a nossa intuição e passamos a viver num estado de total ausência de personalidade. Controlamos todos os passos que damos, medimos todas as palavras que proferimos e prevemos toda e qualquer consequência que daí possa advir. O outro trajeto permite-nos sermos quem somos, conhecer os nossos limites e mesmo receando o futuro, traçar as nossas metas. Não podemos caminhar em constante pressão e passar o tempo a espreitar por cima do nosso ombro. Se decidirmos viver um jogo em que ninguém decide quebrar regras, a meio estaremos totalmente entediados. Devemos sempre ponderar e refletir no que a nós nos diz respeito, mas na nossa perspetiva e não da que os outros poderão concordar ser melhor. Se nos limitarmos a ver os outros deitar as cartas tornar-nos-emos meros espetadores nesta peça que é a vida. Conhecer as consequências das nossas ações é sabedoria, viver em função delas é desperdício. 

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