Senhor Tempo

O tempo é um patrão. Por mais tempo que passe, não se torna mais meigo nem menos preponderante. Acreditamos que a nossa estima o possa amolecer, acalmar ou ajustar aos nossos propósitos uma vez que seja, mas estamos longe disso. O tempo dita as horas, tão simples quanto a sua evidente definição. A nossa persistência não trará frutos, porque ele permanecerá sempre igual a si mesmo, caminhando na sua linha contínua, sem desvios nem ondas. Mas quem é que nunca quis dominar o tempo? Só quem nunca viveu, no verdadeiro sentido do ser. Existem segundos tão bons, quase divinos que deveriam por tudo poder ser eternizados. Nesses segundos o tempo não deveria ser mais do que um elástico que se podia esticar até as mãos doerem. Existem segundos que mais do que horas, mereciam ter sabor de dias, semanas. Segundos em que o nosso coração pára e em que pensamos se será possível ser-se mais feliz do que naquele instante. No reverso da medalha, os maus momentos poderiam obviamente ser diminuídos. Encolhidos até serem tão pequenos que não caberiam na nossa memória. Se o tempo fosse nosso, quanto tempo o tempo teria?

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