Mocidade, mocidade

Os jovens são por natureza inquietos, anseiam por agitação, percorrem com os seus aguçados faros, onde haverá mais barulho. Na sequência da história oscilam entre introduções e conclusões sem tempo para meios nem desenvolvimentos. Iniciam tudo e não perdem tempo a concluir metade. Acham que o tempo é uma linha a que não se vê fim, não existem limites nem impossibilidades. Os jovens são parvos. Chega a hora em que deixam de o ser. De repente a calma não incomoda, mas sabe bem. O silêncio não amedronta, mas aconchega. Tem-se tempo para o tempo. Não se ama mais, mas ama-se melhor com mais certezas e menos medos. Ganha-se equilíbrio nesta maldita corda bamba que é a vida. As pessoas realmente importantes ganham camas no nosso coração e as outras são sentenciadas ao exilio. Continuamos loucos mas com peso e medida, por mais estranho que assim possa ser. Se soubéssemos da missa a metade, ficaríamos velhos ainda novos e cansados antes da corrida. Para mim, juventude ainda é mocidade, mas crescer traz uma leveza que no final de contas, sabe melhor. 

One thought on “Mocidade, mocidade

  1. Margot diz:

    Absolutamente!

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