Aos Milhões

Entrar no mundo Milhões é uma decisão de risco, obriga-nos a estar dispostos. Os nossos ouvidos têm de ousar e entrar em processo de auto-eliminação de toda e qualquer barreira. Há uma procura que não se cansa e não se consome e que na maioria das vezes inflama. Não há limites para a extravagância, para a excentricidade e o diferente não se estranha, reconhece-se e aplaude-se. O som tanto nos derruba e pesa como nos eleva. Há um sentimento de comunidade ao mesmo tempo que cada identidade se torna ali, mais singular. Estamos expostos porque de repente o ar nos inunda com uma liberdade nova, que sabe a dias de Julho. Não há planos, nem objetivos previamente definidos e o tempo torna-se uma linha invisível que por e simplesmente não se conhece. Ali não queremos ser diferentes, nem melhores e podemos ser apenas nós. Só a insanidade da própria música nos poderia fazer evadir desta forma e ali ela está presente como nunca esteve, nas suas mais loucas expressões. No Milhões eu fui feliz sem ambicionar sê-lo como se fosse alimentada por um regozijo que ali fora plantado. 

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