Acreditas no destino?

Parece que está na moda sermos acérrimos crentes no destino. É a filosofia de vida dos novos tempos. A ideia romântica de que tudo está escrito algures é como um hino entre as cabeças nos dias de hoje. É uma ideia interessante e altamente poética, mas infelizmente não lhe vejo mais do que isso. Posta em prática é simplesmente sinónimo da já tão famosa, lei do menor esforço. Acreditar nessa predestinação é o mesmo que esperar para ver e mais do que isso, esperar para acontecer. Ser seguidor desta ‘ideologia’ é ser obrigatoriamente profissional da inação. Se o destino significa a combinação de circunstâncias ou de acontecimentos que influem de um modo inelutável, então o nosso propósito é o de um mero espectador. Em suma, estamos a permitir ser meras marionetas que são manipuladas por essa pseudo força a seu bel-prazer. O destino lê-se nos livros, mas não se escreve porque não se vê. Destino também quer dizer ‘fatalidade’ que por sua vez também poderá querer dizer ‘uma grande desgraça’, talvez haja aqui algum sentido. Não será tremendamente mais apelativo, sermos autores da nossa própria história ou isso são admitir demasiadas responsabilidades?

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