Reencontros

Gosto de reencontros. As borboletas a dançar o tango na barriga e o coração a apertar envergonhado. Gosto das músicas nostálgicas que antecipam o momento e dos filmes lamechas que nos obrigam a comer desalmadamente entre colheradas de remorsos e prazer. Gosto das mensagens que tentam ser abraços, nas quais debitamos linhas infinitas de palavras que querem ser gestos. Ter saudades é bom quando conhecemos a certeza de que culminaram no reencontro. Dessas saudades eu gosto e não tenho medo. Custam mas não doem nem magoam. O nosso egoísmo obriga a esta provação como forma de sermos relembrados da importância que alguns têm para nós. Mas o melhor parte do ‘voltar a ver’ é aquele milésimo de segundo em que se abre a porta e em que a magia acontece. Esse minúsculo segundo em que se abre os braços à felicidade e se descansa no Outro, o corpo dessa saudade.

2 thoughts on “Reencontros

  1. Outra Maria diz:

    simplesmente fantástico… e neste breve texto puseste um pouco de mim, do que estou a passar e a sentir, parecia que estava a olhar-me no espelho.

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