Caras-de-Sol

Há qualquer coisa de místico no pôr-do-sol. Como se a sua magnitude nos obrigasse a serenar, a parar por um momento. E se por um momento nos fizesse lembrar que somos todos iguais, todos com cara-de-Sol. A imposição de um silêncio, um momento de nada, única e exclusiva contemplação. O arco-íris a repousar no leito do Sol, a efemeridade de um momento que acontece todos os únicos mas nunca da mesma forma, que é sempre único. Um pôr-do-sol pode ser um abraço, um chegar a casa. A celebração do fim de um dia, na expetativa de outro que vem. Um momento que nos une na mesma dose que nos toca a cada um de forma diferente e do qual não poderão existir sensações nem interpretações iguais. A consciência do fim na perspetiva de um recomeço. Amanhã há mais. 

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