Pais

Eu não sinto amores maiores. Os amores que tenho em mim têm todos a mesma medida e ocupam o mesmo espaço. O que eu tenho são amores diferentes. Não amo os meus pais da mesma maneira, mas isso não retira importância a nenhum deles. Mas o facto de serem eles a minha base, a fonte da minha criação, cria algo a que chamo um amor comum ou partilhado. Mais do que a distinção entre dia do pai e dia da mãe, faria mais sentido um dia dos dois. Às vezes os papéis invertem-se e pais são pais e mães e vice-versa. Mais do que criarmos critérios e distinções, devemos reconhecer o mais importante, que é ter a consciência do que é este amor. Este é de todos os que a vida nos guarda, o mais forte, mais complexo e mais intenso. Este é o único amor que é verdadeiramente nosso, o qual podemos e devemos reclamar. É o amor mais concreto e mais palpável que existe. É um amor que sabe a regresso a casa. É a carne, o sangue e o cheiro. Fazer parte da parte e saber que aconteça o que acontecer, este amor é incondicional. É nosso. 

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