Viver de amor

Eu acredito que se pode morrer de amor, mas acima de tudo acredito que se pode viver de amor. Acredito e não ingenuamente, que o amor é o que faz mexer o mundo. O meu avô materno partiu há quase quarenta anos, uma morte prematura e difícil de aceitar e acima de tudo uma morte que o levou cedo demais dos meus olhos. Sempre que estou com a minha avó, ouço-a falar dele, sempre, e por essa mesma razão sinto que ele tem estado sempre presente na minha vida. Ele é tanto do que é a minha mãe e a minha avó, que tenho a certeza que também sou alguma parte dele. A minha avó, tantos e tantos anos depois, ainda chora a sua ausência, ainda questiona o porquê de o ter perdido tão precocemente. Mas é a consciência do amor que viveu com ele, a sua maior fonte de vida. Quando ele partiu, ela decidiu fechar o seu coração. Não o fez por desespero ou angústia, mas pela simples certeza de saber que nunca mais poderia haver um amor assim. Um amor desinteressado que só sabia ser Amor e não exigia mais. 

2 thoughts on “Viver de amor

  1. Margot diz:

    Uma história de amor verdadeira!!
    Graças a Deus, eu e o meu mano, fomos testemunhas de umas dessas histórias!!

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