Presos nas redes

As novas tecnologias tornaram-nos pessoas bastante menos interessantes. Antes quando um filme ‘grande’ estreava, saíamos de casa, juntávamos os amigos e lá íamos em bandos para as intermináveis filas nas bilheteiras. Hoje para além de não tirarmos o cu do sofá e de não irmos obviamente ver o filme, sentamo-nos confortavelmente na nossa poltrona virtual e transformamo-nos em acérrimos críticos do filme que nem sequer fomos ver. Hoje em dia a prioridade não é usufruir do momento ou desfrutar da companhia, a prioridade é tirar uma boa fotografia e fazer com que todo o mundo a veja. Hoje em dia a questão não é o sabor do prato mas se o empratamento é merecedor de entrada direta nas redes sociais. Quando digo estas coisas, contra mim falo, mas o facto de ter tomado consciência delas e desse mesmo facto me incomodar, parece-me o primeiro passo para a cura. Não há maneira de nos desligarmos do mundo virtual e a realidade é que ele trouxe infinitas coisas boas, mas está a tornar-se prioritário criar limites e estabelecer fronteiras, senão pergunto-me o que será da nossa humanidade um dia destes. 

 

 

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