Ele

Há quem diga que não sou normal. Que uma relação de dez anos, embora com percalços, não é próprio na minha idade ou não deveria ser alcançável. Que é inédito, nunca antes visto, uma raridade no amor dos tempos modernos. Não compreendo a estranheza mas também não consigo ver de fora e o que vejo, aqui no interior do que fui construindo, parece-me a coisa mais normal do mundo, a única possível. Não há segredos, nem poções mágicas, nem invenções. Mas talvez tenhamos o que o mundo perdeu, a perseverança. No fim de um dia mau, nenhum de nós admite a hipótese de baixar os braços, enquanto todos os outros se limitam a desistir e a seguir caminho. Não somos diferentes nem especiais, muito menos dignos de referência. Mas sabemos que o mais importante no final de contas, é sermos companheiros e os melhores amigos. Não acredito na sorte para gritar ao mundo que ela me saiu a mim, acredito antes que ambos fizemos o nosso melhor para hoje estarmos aqui. A distância soube aumentar o que já era certo porque é isso que ela faz quando é mesmo para valer. E hoje o dia é especial e estas palavras são para ele. A minha rocha.

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