Ai Portugal Portugal

Num mundo em que a informação corre á velocidade da luz e em que o efeito da globalização é constante e irreversível, como é que nós distinguimos? Como é que gritamos a nossa portugalidade? Seremos menos portugueses por usarmos jeans e t-shirts á boa moda americana? Ou seremos mais portugueses só ouvindo fado e negando influências musicais externas? Apesar de ser consumidora, muitas vezes em excesso, de quase tudo o que se faz lá fora, em diversas áreas como a moda, a música, o cinema ou a literatura, nunca me senti menos portuguesa. Sempre tive orgulho em falar do meu país e em fazer parte dele. A minha vizinha brasileira, confessou-me no outro dia, que aquando da sua chegada a Portugal, as primeiras perguntas dos seus amigos em relação a nós portugueses, foram: se as mulheres tinham efetivamente bigode e se tinha conhecido alguém que se chamasse Joaquim e fosse dono de uma padaria. Estas ideias pré concebidas nada dizem da nossa essência mas continuam enraizadas no que por aí se pensa dos tugas. Embora devamos seguir na onda do progresso e não evitar o que possa ser do nosso interesse só por não ser made in Portugal, talvez devêssemos ter mais orgulho no que aqui vamos fazendo. Naquilo que somos bons, por norma temos potencial para atingir a excelência, mas nem sempre reclamamos a nossa autoria. Temos que ser mais adeptos de nós próprios e do que nos pertence. Ai Portugal Portugal do que é que estás á espera?

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