Viajar precisa-se

Eu sou as viagens que faço. Eu não viajo no anseio de me encontrar mas sei que ao pisar uma nova terra até então desconhecida, uma nova parte de mim emerge. Foi apenas e só com as viagens que aprendi a poupar porque foi a primeira vez que senti uma vontade em mim com força de necessidade. Eu não preciso de um carro novo mas eu preciso desesperadamente de z ter sempre uma viagem nos planos. A minha vida rege-se na expetativa de chegar e em todos os preparativos para esse momento. Sou viciada na adrenalina de quem chega onde não conhece. Aquele milésimo de segundo em que o teu olfato deslinda um cheiro absolutamente novo, em que os olhos se perdem por entre rostos diferentes, paisagens diferentes, arquiteturas diferentes. Fechar os olhos e respirar um admirável mundo novo, sentir o coração apertado e emergido naquela ingenuidade pueril de quem faz uma nova descoberta. Quando olho para o meu mapa-mundo, bem destacado na parede do meu quarto, reconheço a ansia de querer mais. Reconheço aquele medo de não haver tempo para se ter mais tempo, aquele medo de que o futuro cada vez mais incerto em que vivemos não me vir a permitir correr o mundo. Mas a convicção é maior que qualquer medo e no final de contas acaba sempre por saber derruba-lo. Não exijo muito, não sonho com luxos nem com bilhetes em primeira classe. Eu sou viajante de pé descalço, de mochila às costas e de coração aberto para aprender e para experienciar tudo o que até mim chegue.

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