A tal insularidade

Há quem se questione de como lidar com a insularidade. Tal como foi na outra ilha do meu coração, aqui também não padeço de nenhum efeito negativo associado. A não ser quando me questionam sobre o assunto, vivo na total ausência desse pensamento. Não há dia nem momento em que essa ideia me assombre o pensamento.

Quem se pergunta sobre esse estado, associa-o a uma sensação de aprisionamento, claustrofobia ou falta de ar. Parece-me absurdo estabelecer uma ligação entre este pequeno paraíso e sentimentos dessa índole. Por e simplesmente não se coaduna uma coisa com a outra, estão em extremos opostos.

O que a tal insularidade me traz é totalmente contrário ao que outros creem ser suposto. A ilha trouxe-me uma nova noção de liberdade. Uma liberdade que não é leviana mas natural, que não é insana mas quase medicinal, terapêutica. Uma liberdade que nunca tem o mesmo sabor, nem nunca chega da mesma forma.

O efeito ilha é outro. Tentar defini-lo seria desgastante e infrutífero. É algo que se cola na pele dos que aqui chegam e se deixam levar. Não basta chegar e esperar por ele. Há que chegar e permitir que ele nos chegue, criar espaço para que se instale e nunca exigir mais.

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