Wabi-sabi

E eu vou tentando falar por entre o pulsar dessas músicas que ousam dizer aquilo que eu prefiro calar. Tento explicar num olhar mais demorado, aquilo que não quero que fique perdido algures numa folha de papel. Pudesses tu imaginar o sem fim de linhas que me impeliste a escrever.

Já faz frio e metade de mim já são saudades. Metade de mim já é a melancolia de um fim que espreita. E o saber, que esse maldito quadrado, ainda me trará tantas noites em claro. Esta colisão obrigatória, da qual nunca abdicaria.
E eu já sinto o sabor da ausência, a falta que esta absurda familiaridade me fará. As notas desse piano que me trarão sempre de volta. Que nos trarão sempre de volta.

As confissões que chegam nas madrugadas e que se estabelecem vagarosamente como um qualquer filme francês. Até dessa altivez sem propósito, dessa língua inoportuna e de todos os hiatos que permeaste com um vigoroso silêncio.

E da luz nesse lado onde nunca poderia ter morado a razão.

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