Chega de saudade

Já sinto falta desse abraço. Esse que encerra todas as discussões. Esse que afasta todas as más interpretações, esse que apaga lugares menos felizes. Esse que será sempre diferente de todos os outros. Um abraço onde te encontrei sempre. Onde ousei dizer-te tudo o que de outra forma nunca será dito.

Já sinto falta desse beijo. Esse das manhãs, que chega sempre com a familiaridade com que os nossos olhos se anunciam. Esse outro, que vem com a brisa que precipita a madrugada. Esse, que serão sempre esses. Esse que não se esgota, que se assume inteiro e que será sempre sôfrego, sedento, insatisfeito. E até do outro, esse que sabe a despedida. Uma despedida que será sempre um simples um hiato. Uma despedida que nunca o será verdadeiramente.

Já sinto falta da inconstância que nos define. Essa que assume a impossibilidade de dias iguais. Essa que odeia rotina. Essa que faz da história um mundo de infinitas possibilidades, um livro onde existirá sempre lugar para mais um capítulo.

E já tenho saudades. E já sinto essa melancolia que não sai de mim / Não sai.

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