Anelante

O meu peito vive em estado de euforia. Ansioso, pessimista, fraco. A minha respiração segue como uma criança que sem saber andar se esforça por correr. É como um fio ínfimo, pouco consistente, rouco.

Ferve. Sem razão aparente que não tu. E eu imagino histórias que me levem para fora daqui. Histórias com finais felizes. Soubesse eu a forma que têm, a que cheiram, a que sabem. Histórias em que tudo isto não é uma mentira. Histórias em que isto não vive apenas em mim.

E eu vou seguindo por um caminho que não escolhi. Um caminho que não é meu e que se esgota numa linha estupidamente reta, sem luz. Um caminho que escurece a minha própria sombra e que me anula até que eu seja transparente.

E esse outro mundo continua lá. Esse onde ainda anseio por acordar. Esse feito de mar, de verde e de vontades que ainda me despertam como se nunca dê lá tivesse saído.

Esse.

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