Precipitação

A chuva derrete lá fora,

em melodias a que o meu coração sabe dançar.

A chuva acordou e

não se cansa, não cede, e eu ainda me vejo aí.

A chuva chama por mim através da janela e

antecede os teus olhos no fechar dos meus.

A chuva grita em desatino e

traz-te de volta, leva-me de volta. Viajamos.

A chuva reclama esse,

esse abraço, esse beijo, esse cigarro.

A chuva declama saudade,

e não sabe mastigar nada que lhe saiba a fim.

A chuva perpetua esse silêncio,

e esmaga cada um dos meus ossos. Doemos.

Maldita chuva que não cessa lá fora,

em relâmpagos de fome,

em tempestades de volúpia.

Maldita chuva,

que é só sede, és só tu. Somos.

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