Desenfreado

Talvez fique apenas,

a surdez de uma manhã de domingo embriagado.

A suspensão súbita do meu batimento cardíaco,

um leve desmaio, ou

o entorpecimento indolor de cada lugar de mim

ao ver-te chegar.

A insaciedade do meu corpo,

na constante exaltação do teu.

A carência súplice do teu exterior

pelo meu interior.

A fome dos teus lábios,

a sorver uma vontade aquosa

que emergia dos meus.

A pertinência dessa cobiça,

a nossa alarvidade de ser.

E esse teu vagar méleo,

que nunca me soube cansar.

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