Mais amor

Porque só o amor

se cura com mais amor.

Essa total desorientação dos sentidos.

Esse constante estado de embriaguez,

essa volúpia que nos consome, e a sede,

a sede que não se mata.

Uma profusão de agoras,

sem força para depois.

Um coração de carrossel,

um querer de miúdo.

Um desassossego intermitente,

em sonhos de mãos fechadas.

Um resfolgar depois da euforia,

da saturação dos corpos

e das bocas que se cansam sequiosas.

E sempre um pouco mais.

Que amor não esgota.

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