Devasso

 Talvez o frio me esconda, 

num anseio triste 

de quem padece de mal anónimo. 

Uma estranha aridez,

de um coração estrangeiro,

feito de língua marciana 

e de mecânica deficiente. 

Um lugar de sobressalto,

intempéries verborrágicas 

e solidão estéril. 

O pensamento entorpecido 

por uma imensidão de palavras

que morrem ainda no estômago. 

E essa intermitente forma de ser,

de quem sonha acima das nuvens 

mas com a pulsação irresoluta, 

implora por não crescer. 

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