Quérulo

Talvez nos assumamos na mais estranha forma de ser. 

Talvez gritemos pela ânsia de esgotar todos os ses que agrilhoámos no peito.

Nesse lugar onde repousam sem esperança, todos os sonhos. 

Nessa reclusão do que não ousámos viver, nessa esfera onde ecoam todos os medos. 

Na intermitência dos passos, no ar que estancámos nos pulmões e no vazio que persiste melífluo pelas paredes do corpo. 

Talvez deambulemos de olhar vago, nas insónias, e exasperemos pelos lugares que nunca vimos. 

Talvez no fim, tenhamos a força para aniquilar todos os talvez. 

E no espaço em branco, surga uma vontade maior, que esmague o anseio e ilumine o caminho dos que na inconstância da dúvida – saltam. 

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