Insigne

Reconheço-o no estranho resfolegar das manhãs que nascem de noites sem sonhos.

Na preguiça dos corpos cansados e no anseio pelo falecimento dos ponteiros. 

Na tua mão no meu cabelo e nas janelas onde só cabe mar. 

Vejo-o com uma nitidez de espelho, enquanto me esperas com a mesma ânsia do primeiro beijo. 

De cada vez que a saudade se torna constante porque as horas nunca chegam e as noites nunca se eternizam. 

Quando percebo que o amor cabe perfeitamente dentro deste coração agora lúcido. 

É essa afinal, a estranha lucidez, do que se assume indubitável. 

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