Sorvedouro 

Talvez a insanidade sirva como manto que nos inebria os sentidos.

Como faca de exoneração de todos os adeus que não dissemos.

Como declaração de óbito a todos os fantasmas do passado.

Ou aquando essas noites brancas, se assuma em canto oposto.

Ampliando dolorosamente tudo o que não foi mas poderia ter sido.

Disco riscado de decibéis colossais,de músicas que se fizeram pessoas.

Viagem por lugares vãos, que por melindre não se riscaram no mapa.

E pudesse o amanhã trazer uma língua sem porquês.

Construída de pontos finais fiéis e ausente de omissões voluntárias, do que se poderia ter dito. 

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