Impulsão 

Talvez o amor seja afinal apenas isso. 

Um alheamento anormal do ser

a dar lugar a um estar em definitivo. 

A busca incessante por um colo,

a que no fechar perpétuo das cortinas,

na incerteza de um lugar sumido,

possamos chamar de casa. 

A serenidade de um silêncio 

que se encerra em duas bocas fechadas 

e que num vagar melífluo,

nos aquece o lado esquerdo. 

A cadência perfeita que se assume

na certeza de um regresso, 

ou na plena assunção de uma única verdade. 

Uma linguagem não verbal

que se anuncia na metamorfose de tantos outros sentidos. 

Esse sabor amentolado e pueril

que chega mágico, cândido,

como o primeiro beijo. 

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