Ademonia

Essa sensação acre

de torrentes de palavras vagas,

discursos néscios,

verborreias do absurdo.

Gritarias sem norte,

onde se imploram absolvições

por meio de insultos.

Onde se esgotam fôlegos,

se cantam impropérios

e pelo meio do cansaço,

não se vencem guerras nem batalhas.

A interferência constante,

como se duas línguas diferentes se digladiassem,

na esperança vã de uma vitória que nunca se anunciará.

E no final do dia,

o derrube pelo esgotamento.

A finitude dos movimentos,

e a trepidez das coronárias

a roubar-nos a possibilidade de atingirmos a desejada insensibilidade dos sentidos.

 

 

 

 

 

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