Esdrúxulo

Primeiro fôlego,

acre, meio agreste.

Semblantes cinzentos,

pintados de uma palidez sinistra,

meio fantasmagórica, meio digna de tempos longínquos.

um frio que desenha caminhos sinuosos nas palmas das mãos.

Um estranho encontro entre passado e futuro,

arquitetura e globalização.

Num segundo fôlego,

já se vislumbra um pedaço de sol

por entre um reino governado por nuvens.

E eu percebo que este amor será difícil

mas que no meio de uma praça pode acontecer um arco-íris.

Percebo que voltei a escrever na rua,

no velho caderninho, num banco de jardim,

sorvendo a envolvência e sugando vidas alheias.

Percebo que este lugar de silêncio ensurdecedor,

talvez seja agora o meu lugar.

 

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