Hiperfísico

A ausência pode mesmo ser

um mero fio de fumo nos confins do mar.

Porque hoje constato que é possível

haver uma presença constante,

mesmo que impalpável,

mesmo que quase fantasmagórica.

Transmitida por estranhos fios condutores,

captada apenas e só através desses estranhos satélites,

que habitam no lado esquerdo do nosso peito.

Uma experiência extrasensorial,

onde o longe se faz perto

e onde a solidão se dissipa

como a morte da neve que nos escorre pelos ombros,

nessas sombrias manhãs polares.

 

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